O Cemitério tem mais luxo que muita Daslu por aí. A elite porteña pira lo cabezón com mausoléus enormes, cheios de estátuas de anjos e colunas gregas. Dá o maior arrepio olhar atrás da porta uma escada que dá acesso aos caixoes embaixo, ou vê-los empilhados cheios de pó. Os mais simples são feitos de cimento com uma singela plaquinha indicando o nome do defunto. O mais divertido tem uma caveira com as tíbias cruzadas e um R.I.P. embaixo - juro! Os mais opulentos têm estátuas de mármore com teias de aranhas nas caras. E os mais inteligentes têm a imagem de um anjo abrindo a porta... Eva Perón é a que mais recebe flores. Só que a galera não deve ter previsto isso muito bem, porque encaixaram o mausoléu dela num corredor que fica cheio de gente muito fácil. E nessa hora eu xingo os malditos turistas esquecendo que também sou uma, e muito mala, porque estou impossível com a câmera.
Na Basìlica de Nossa Senhora del Pilar, as paredes de cal brancas são lindas, uma aula de história, e nem o preconceito contra a arte religiosa desanimou. O canto gregoriano deu arrepios, principalmente depois de ler palavras assim nos textos explicativos das paredes: la melodìa es el elemento más material y menos humano. Não me perguntem porque.
ps. Não conseguimos postar fotos aqui, infelizmente.. O computador do hostel não carrega as imagens, sabe-se lá por qual maldição porteña... Mas fiquem ligados que nossos Flickrs prometem! E enquanto isso, treinem a imaginação.
Mostrando postagens com marcador buenos aires. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador buenos aires. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
O dia em que os argentinos comeram nosso culo
Longe de mim falar mal de todos os argentinos do mundo e fazer uma generalização não só burra como idiota - e eu já disse que eles são lindos? Mas ontem eles forçaram a amizade.
A noite tinha começado muy bien num pub aqui perto, mas uma garçonete con la cabra acabou com tudo... Fazendo carão com la propina (também conhecida como gorjeta), e devolvendo 1 peso pra provocar. E ela ainda tinha sido elogiada, mas perdeu todos os pontos. E além disso, encontramos o Paulo Coelho (mentira, seu sósia) numa mesa atrás da nossa, e ele achou que só por ser um escritor famoso (que inclusive estava na sessão Inspiración no Ateneo) podia ficar encarando e comentando com a família toda a nossa mesa. Decidimos não ir mais em bares família friendly - a partir de agora, pode ser tudo friendly, mas colocou família no meio, rapamos fora!
Pra fechar com chave de ouro, tentamos arduamente ir pra outro club, e pegamos um táxi alegres e contentes. Metade da alegria foi embora quando demos com uma porta fechada. O taxista, um japonês muito simpático com voz de bonzinho do tipo nunca-vou-fazer-nada-contra-ninguém, quis nos levar pra mais duas outras. A gente já tinha desistido, mas ele insistiu mais... E acabamos pagando 90 pesos por uma volta por Buenos Aires mas sem parar em pub nenhum! Hijo de puta! Em alguns anos vamos lembrar disso e rir muito, mas agora se eu pudesse quebrava-o los dientes!
Vou agora fazer a defesa... Na segunda comemos num dos melhores restaurantes de Buenos Aires, em Puerto Madero. Descobrimos recentemente essa história de menu: pratos combinados especiais, com sobremesa e bebida incluídos, mais baratos mas igualmente saborosos. Comida boa, vinho bom (tô aprendendo a gostar), sobremesa boa. E a cereja no topo foi o garçom falando Belessa quando pagamos - sem exigir propina, o que só aumentou os pontos que ele tinha conseguido com a gente com a atenção que deu e por saber que calabaza é abóbora de onde viemos.
Também no bright side, está o hippie do Equador que me vendeu um anillo lindo explicando as diferenças nas pronúncias dos lls e que os argentinos são aceitos em qualquer lugar do mundo e por isso ele está ansioso pra finalmente conseguir a cidadania.
Por último, todo mundo que ri quando falamos uma palavra em espanhol que é totalmente diferente em espanhol, percebendo que somos brasileiros sem perder o bom humor. E todo mundo que fala bem alto e nos faz adorar o idioma. Pero... Eu já disse quão puta eu fiquei com o taxista?
A noite tinha começado muy bien num pub aqui perto, mas uma garçonete con la cabra acabou com tudo... Fazendo carão com la propina (também conhecida como gorjeta), e devolvendo 1 peso pra provocar. E ela ainda tinha sido elogiada, mas perdeu todos os pontos. E além disso, encontramos o Paulo Coelho (mentira, seu sósia) numa mesa atrás da nossa, e ele achou que só por ser um escritor famoso (que inclusive estava na sessão Inspiración no Ateneo) podia ficar encarando e comentando com a família toda a nossa mesa. Decidimos não ir mais em bares família friendly - a partir de agora, pode ser tudo friendly, mas colocou família no meio, rapamos fora!
Pra fechar com chave de ouro, tentamos arduamente ir pra outro club, e pegamos um táxi alegres e contentes. Metade da alegria foi embora quando demos com uma porta fechada. O taxista, um japonês muito simpático com voz de bonzinho do tipo nunca-vou-fazer-nada-contra-ninguém, quis nos levar pra mais duas outras. A gente já tinha desistido, mas ele insistiu mais... E acabamos pagando 90 pesos por uma volta por Buenos Aires mas sem parar em pub nenhum! Hijo de puta! Em alguns anos vamos lembrar disso e rir muito, mas agora se eu pudesse quebrava-o los dientes!
Vou agora fazer a defesa... Na segunda comemos num dos melhores restaurantes de Buenos Aires, em Puerto Madero. Descobrimos recentemente essa história de menu: pratos combinados especiais, com sobremesa e bebida incluídos, mais baratos mas igualmente saborosos. Comida boa, vinho bom (tô aprendendo a gostar), sobremesa boa. E a cereja no topo foi o garçom falando Belessa quando pagamos - sem exigir propina, o que só aumentou os pontos que ele tinha conseguido com a gente com a atenção que deu e por saber que calabaza é abóbora de onde viemos.
Também no bright side, está o hippie do Equador que me vendeu um anillo lindo explicando as diferenças nas pronúncias dos lls e que os argentinos são aceitos em qualquer lugar do mundo e por isso ele está ansioso pra finalmente conseguir a cidadania.
Por último, todo mundo que ri quando falamos uma palavra em espanhol que é totalmente diferente em espanhol, percebendo que somos brasileiros sem perder o bom humor. E todo mundo que fala bem alto e nos faz adorar o idioma. Pero... Eu já disse quão puta eu fiquei com o taxista?
Marcadores:
buenos aires,
motorista maluco,
táxi
domingo, 28 de dezembro de 2008
La cantada
Como son guapos los porteños... Eu posso estar altamente influenciada por essa sensação de estar num outro paìs e, oh, tudo é tão lindo, mas que eles são , são. E eles têm algo a mais, uma coisa meio sedutora que não se entrega de primeira. Algo do tipo, Soy guapo, sei que sou, mas quero que você me conquiste. Ah, tô adorando. Tão diferente dos brasileiros que, por exemplo, ficam aqui do lado ouvindo música alta e conseguem fazer com que eu odeie Radiohead. Dá pra ver quem é brasileiro porque não tem mullets (ah, os mullets...), não é estiloso e nem parece tão imponentemente autosuficiente.
Vou compartilhar a cantada que ganhei, porque foi boa, ainda que levemente, e porque pra minha autoestima merece.
Eis que precisávamos de troco para el autobús, e não tínhamos. Vamos trocar num kiosco da estação de trem - perto da qual descemos do ônibus erradamente - e peço...
- ¿Puedes cambiar?
O cara tá meio de mal humor e olha pro outro cara. Esse sim, que coisa mais linda...
- ¿Por un beso?
Não quero nem pensar na minha cara nessa hora. Devo ter torcido um sorriso muito sem graça, e respondi muito chata...
- Hoy no, solamete por monedas...
Eu sei, to precisando de um curso de cantadas. Por enquanto, rendo risadas pra galera aqui e pra internet inteira também...
Vou compartilhar a cantada que ganhei, porque foi boa, ainda que levemente, e porque pra minha autoestima merece.
Eis que precisávamos de troco para el autobús, e não tínhamos. Vamos trocar num kiosco da estação de trem - perto da qual descemos do ônibus erradamente - e peço...
- ¿Puedes cambiar?
O cara tá meio de mal humor e olha pro outro cara. Esse sim, que coisa mais linda...
- ¿Por un beso?
Não quero nem pensar na minha cara nessa hora. Devo ter torcido um sorriso muito sem graça, e respondi muito chata...
- Hoy no, solamete por monedas...
Eu sei, to precisando de um curso de cantadas. Por enquanto, rendo risadas pra galera aqui e pra internet inteira também...
Marcadores:
argentinos guapos,
buenos aires,
cantadas
sábado, 27 de dezembro de 2008
Primeiras aventuras em terras porteñas
Saímos de casa - eu e Gabi - às 17h. A tia da Gabi levou a gente, junto com a mae dela. Ficamos na fila do check in uns 50 minutos. O vôo sairia às 20h, mas só decolamos às 21h. Chegamos no aeroporto de Ezeiza (que é longe pra caramba!) por volta das 23h30. Os táxis para San Telmo sao um absurdo! Cobraram 90, veja bem, NOVENTA pesos até aqui. Resolvemos pagar, porque nao tínhamos escolha. Eis que o taxista abre o porta-malas: algumas ferramentas e um pano imundo, onde ele colocou nossas malas em cima...hahahaha. E isso nao era o pior.
Sentamos no banco e nos sentimos em Brumas de Avalon, quando uma névoa de poeira subiu. O carro fedia, achei que estava em Salvador. Antes de partirmos, o cara deu partida três vezes e nada daquela geringonça pegar.
Até aí, tudo bem. O nosso novo amigo argentino dirigia feito um destrambelhado, tanto que quase batemos DUAS vezes! Lembram que o aeroporto era longe, né? Fizemos o percurso em 15 minutos (isso que todos os táxis que queriam nos cobrar fortunas e dispensamos diziam que a distância era 40 km...). Depois dessa linda viagem emocionante no "carro da morte", finalmente chegamos ao Ayres Porteños.
O albergue é muito lindo, aquelas fotos nao mentiam. Tem um cheirinho gostoso também. Óbvio que fomos direto dormir assim que chegamos, afinal ontem eu viajei de Curitiba pra Sao Paulo e de Sao Paulo para cá. Acabamos de tomar café ao som de Ana Carolina (sim, a tiazinha do café parecia até fa, sabia todas as letras...hahaha) e agora vamos dar uma voltinha pelo bairro, para nao estragar os passeios que faremos quando o resto do pessoal chegar.
PS: Nao tem til nesse teclado, só em cima no ene - ñ.
Sentamos no banco e nos sentimos em Brumas de Avalon, quando uma névoa de poeira subiu. O carro fedia, achei que estava em Salvador. Antes de partirmos, o cara deu partida três vezes e nada daquela geringonça pegar.
Até aí, tudo bem. O nosso novo amigo argentino dirigia feito um destrambelhado, tanto que quase batemos DUAS vezes! Lembram que o aeroporto era longe, né? Fizemos o percurso em 15 minutos (isso que todos os táxis que queriam nos cobrar fortunas e dispensamos diziam que a distância era 40 km...). Depois dessa linda viagem emocionante no "carro da morte", finalmente chegamos ao Ayres Porteños.
O albergue é muito lindo, aquelas fotos nao mentiam. Tem um cheirinho gostoso também. Óbvio que fomos direto dormir assim que chegamos, afinal ontem eu viajei de Curitiba pra Sao Paulo e de Sao Paulo para cá. Acabamos de tomar café ao som de Ana Carolina (sim, a tiazinha do café parecia até fa, sabia todas as letras...hahaha) e agora vamos dar uma voltinha pelo bairro, para nao estragar os passeios que faremos quando o resto do pessoal chegar.
PS: Nao tem til nesse teclado, só em cima no ene - ñ.
Marcadores:
albergue,
ana carolina,
ano novo,
buenos aires,
cama,
férias,
motorista maluco,
táxi
Assinar:
Postagens (Atom)