Milonga, com significado discutido entre turistas, é uma noite ou um lugar em que as pessoas vao para dançar tango. Super foge daquela coisa "para gringo ver" e sao porteños mesmo, ahazando na dança.
Hoje fomos a uma milonga em um lugar chamado Catedral. Que lindo!
O lugar era maravilhoso: um galpao meio abandonado, com teto alto (já perceberam que eu amo néam), vários quadros espalhados, poucas luzes (mas as poucas que tinham eram meio de teatro) e um palquinho com mesas e sofás em volta.
Oooooohn !!! Todo mundo dançando lindamente, e o que era mais legal é que dava pra ver que era o pessoal que tinha acabado de ter aula, mas já mandavam super bem e estavam orgulhosos do tango. Um casal mais bonito que o outro, e com uma dança mais que envolvente...
Depois, para fechar com chave de ouro, dois moços começaram a tocar e cantar vários tangos! Foi lindo, simplesmente lindo. Depois tem foto...
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Virose
Naaaaao. Eu fui a azarada da viagem, aquela que pegou uma virose. Fiquei ontem o dia inteiro deitada, fazendo o que pessoa com virose fazem, que nao cabe eu dizer por aqui, afinal, é nojento.
No fim do dia, graças ao seguro viagem (que juro, nao dava valor até ontem) me chamaram um médico que me medicou.
O azar é: por ter ficado o dia inteiro perdendo líquidos e sem comer hoje eu acordei melhor, mas muuuuito fraquinha, entao foram dois dias perdidos em Buenos. Hoje eu me concentrei em comer, beber água e soro caseiro, e estou bem melhor.
Amanha já vai dar pra ahazar pela cidade (assim espero), mas vou ter que brindar a virada do ano com Gatorade hahahahahahaha
No fim do dia, graças ao seguro viagem (que juro, nao dava valor até ontem) me chamaram um médico que me medicou.
O azar é: por ter ficado o dia inteiro perdendo líquidos e sem comer hoje eu acordei melhor, mas muuuuito fraquinha, entao foram dois dias perdidos em Buenos. Hoje eu me concentrei em comer, beber água e soro caseiro, e estou bem melhor.
Amanha já vai dar pra ahazar pela cidade (assim espero), mas vou ter que brindar a virada do ano com Gatorade hahahahahahaha
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Na Recoleta
O Cemitério tem mais luxo que muita Daslu por aí. A elite porteña pira lo cabezón com mausoléus enormes, cheios de estátuas de anjos e colunas gregas. Dá o maior arrepio olhar atrás da porta uma escada que dá acesso aos caixoes embaixo, ou vê-los empilhados cheios de pó. Os mais simples são feitos de cimento com uma singela plaquinha indicando o nome do defunto. O mais divertido tem uma caveira com as tíbias cruzadas e um R.I.P. embaixo - juro! Os mais opulentos têm estátuas de mármore com teias de aranhas nas caras. E os mais inteligentes têm a imagem de um anjo abrindo a porta... Eva Perón é a que mais recebe flores. Só que a galera não deve ter previsto isso muito bem, porque encaixaram o mausoléu dela num corredor que fica cheio de gente muito fácil. E nessa hora eu xingo os malditos turistas esquecendo que também sou uma, e muito mala, porque estou impossível com a câmera.
Na Basìlica de Nossa Senhora del Pilar, as paredes de cal brancas são lindas, uma aula de história, e nem o preconceito contra a arte religiosa desanimou. O canto gregoriano deu arrepios, principalmente depois de ler palavras assim nos textos explicativos das paredes: la melodìa es el elemento más material y menos humano. Não me perguntem porque.
ps. Não conseguimos postar fotos aqui, infelizmente.. O computador do hostel não carrega as imagens, sabe-se lá por qual maldição porteña... Mas fiquem ligados que nossos Flickrs prometem! E enquanto isso, treinem a imaginação.
Na Basìlica de Nossa Senhora del Pilar, as paredes de cal brancas são lindas, uma aula de história, e nem o preconceito contra a arte religiosa desanimou. O canto gregoriano deu arrepios, principalmente depois de ler palavras assim nos textos explicativos das paredes: la melodìa es el elemento más material y menos humano. Não me perguntem porque.
ps. Não conseguimos postar fotos aqui, infelizmente.. O computador do hostel não carrega as imagens, sabe-se lá por qual maldição porteña... Mas fiquem ligados que nossos Flickrs prometem! E enquanto isso, treinem a imaginação.
O dia em que os argentinos comeram nosso culo
Longe de mim falar mal de todos os argentinos do mundo e fazer uma generalização não só burra como idiota - e eu já disse que eles são lindos? Mas ontem eles forçaram a amizade.
A noite tinha começado muy bien num pub aqui perto, mas uma garçonete con la cabra acabou com tudo... Fazendo carão com la propina (também conhecida como gorjeta), e devolvendo 1 peso pra provocar. E ela ainda tinha sido elogiada, mas perdeu todos os pontos. E além disso, encontramos o Paulo Coelho (mentira, seu sósia) numa mesa atrás da nossa, e ele achou que só por ser um escritor famoso (que inclusive estava na sessão Inspiración no Ateneo) podia ficar encarando e comentando com a família toda a nossa mesa. Decidimos não ir mais em bares família friendly - a partir de agora, pode ser tudo friendly, mas colocou família no meio, rapamos fora!
Pra fechar com chave de ouro, tentamos arduamente ir pra outro club, e pegamos um táxi alegres e contentes. Metade da alegria foi embora quando demos com uma porta fechada. O taxista, um japonês muito simpático com voz de bonzinho do tipo nunca-vou-fazer-nada-contra-ninguém, quis nos levar pra mais duas outras. A gente já tinha desistido, mas ele insistiu mais... E acabamos pagando 90 pesos por uma volta por Buenos Aires mas sem parar em pub nenhum! Hijo de puta! Em alguns anos vamos lembrar disso e rir muito, mas agora se eu pudesse quebrava-o los dientes!
Vou agora fazer a defesa... Na segunda comemos num dos melhores restaurantes de Buenos Aires, em Puerto Madero. Descobrimos recentemente essa história de menu: pratos combinados especiais, com sobremesa e bebida incluídos, mais baratos mas igualmente saborosos. Comida boa, vinho bom (tô aprendendo a gostar), sobremesa boa. E a cereja no topo foi o garçom falando Belessa quando pagamos - sem exigir propina, o que só aumentou os pontos que ele tinha conseguido com a gente com a atenção que deu e por saber que calabaza é abóbora de onde viemos.
Também no bright side, está o hippie do Equador que me vendeu um anillo lindo explicando as diferenças nas pronúncias dos lls e que os argentinos são aceitos em qualquer lugar do mundo e por isso ele está ansioso pra finalmente conseguir a cidadania.
Por último, todo mundo que ri quando falamos uma palavra em espanhol que é totalmente diferente em espanhol, percebendo que somos brasileiros sem perder o bom humor. E todo mundo que fala bem alto e nos faz adorar o idioma. Pero... Eu já disse quão puta eu fiquei com o taxista?
A noite tinha começado muy bien num pub aqui perto, mas uma garçonete con la cabra acabou com tudo... Fazendo carão com la propina (também conhecida como gorjeta), e devolvendo 1 peso pra provocar. E ela ainda tinha sido elogiada, mas perdeu todos os pontos. E além disso, encontramos o Paulo Coelho (mentira, seu sósia) numa mesa atrás da nossa, e ele achou que só por ser um escritor famoso (que inclusive estava na sessão Inspiración no Ateneo) podia ficar encarando e comentando com a família toda a nossa mesa. Decidimos não ir mais em bares família friendly - a partir de agora, pode ser tudo friendly, mas colocou família no meio, rapamos fora!
Pra fechar com chave de ouro, tentamos arduamente ir pra outro club, e pegamos um táxi alegres e contentes. Metade da alegria foi embora quando demos com uma porta fechada. O taxista, um japonês muito simpático com voz de bonzinho do tipo nunca-vou-fazer-nada-contra-ninguém, quis nos levar pra mais duas outras. A gente já tinha desistido, mas ele insistiu mais... E acabamos pagando 90 pesos por uma volta por Buenos Aires mas sem parar em pub nenhum! Hijo de puta! Em alguns anos vamos lembrar disso e rir muito, mas agora se eu pudesse quebrava-o los dientes!
Vou agora fazer a defesa... Na segunda comemos num dos melhores restaurantes de Buenos Aires, em Puerto Madero. Descobrimos recentemente essa história de menu: pratos combinados especiais, com sobremesa e bebida incluídos, mais baratos mas igualmente saborosos. Comida boa, vinho bom (tô aprendendo a gostar), sobremesa boa. E a cereja no topo foi o garçom falando Belessa quando pagamos - sem exigir propina, o que só aumentou os pontos que ele tinha conseguido com a gente com a atenção que deu e por saber que calabaza é abóbora de onde viemos.
Também no bright side, está o hippie do Equador que me vendeu um anillo lindo explicando as diferenças nas pronúncias dos lls e que os argentinos são aceitos em qualquer lugar do mundo e por isso ele está ansioso pra finalmente conseguir a cidadania.
Por último, todo mundo que ri quando falamos uma palavra em espanhol que é totalmente diferente em espanhol, percebendo que somos brasileiros sem perder o bom humor. E todo mundo que fala bem alto e nos faz adorar o idioma. Pero... Eu já disse quão puta eu fiquei com o taxista?
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Puerto Madera
Depois de tirar um dia para as compras, e perceber que a crise na Argentina já passou, por isso nem tudo é tao mais barato que no Brasil, resolvemos dar um alongada na caminhada e visitar o Puerto Madera.
Eu adoro pessoas inteligentes que resolvem usar construçoes antigas para adaptar novos espaços. Por isso, hoje em dia, o porto serva para abrigar vários restaurantes e para os turistas de plantao daremum belo passeio ao lado do rio (nao sei qual, desculpem).
Os galpoes de tijolinho sao gigantes e é uma longa, e muito boa, caminhada para chegar até o último. Os argentinos, nesse sentido, têm muita sorte, porque andar na beira de um rio, sentindo a brisa, è uma delícia. E mesmo que ele nao pareça um pouquinho sujo (ok, ok, tava mais pra lama que sujeira), nao dá pra sentir um cheiro de Tiête ao ficar por ali.
Eu adoro pessoas inteligentes que resolvem usar construçoes antigas para adaptar novos espaços. Por isso, hoje em dia, o porto serva para abrigar vários restaurantes e para os turistas de plantao daremum belo passeio ao lado do rio (nao sei qual, desculpem).
Os galpoes de tijolinho sao gigantes e é uma longa, e muito boa, caminhada para chegar até o último. Os argentinos, nesse sentido, têm muita sorte, porque andar na beira de um rio, sentindo a brisa, è uma delícia. E mesmo que ele nao pareça um pouquinho sujo (ok, ok, tava mais pra lama que sujeira), nao dá pra sentir um cheiro de Tiête ao ficar por ali.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Caminito
Eu estava super ansiosa para ir a Boca, ver de perto todas aquelas cores que diziam ser o Caminito. E nao é que todas as fotos, em revistas ou albuns de amigos, super fazem jus à imagem do beco, aquela lugar é lindo por demais.
Já comprei minha passagem para Mendoza, parto dia 05 de Enero, às 19h30. Vou pra Rio Curto depois. (Pai e Mae, esse recadinho á para vocês, principalmente. Avisa a galera que estou chegando nessa data).
Hoje andei mais que notícia ruim, por isso o post vai ser super sucinto.
Mas Buenos Aires tem um ar decadente que è maravilhoso. Adoro.
Já comprei minha passagem para Mendoza, parto dia 05 de Enero, às 19h30. Vou pra Rio Curto depois. (Pai e Mae, esse recadinho á para vocês, principalmente. Avisa a galera que estou chegando nessa data).
Hoje andei mais que notícia ruim, por isso o post vai ser super sucinto.
Mas Buenos Aires tem um ar decadente que è maravilhoso. Adoro.
Domingo é domingo em qualquer lugar
A sensação de que o dia vai durar pra sempre. Partes de famìlias largadas nas ruas, conversando, porque em casa deve estar muito abafado. Os paralelepípedos nas ruas vazias que mais parecem a Mooca e o Brás.
Domingo é domingo em qualquer lugar... E aqui em La Boca não foi diferente. O sol não ajudou nossa caminhada até Caminito, mas nessa região a gente desejou que a solidão confortável de La Boca também estivesse lá: a região é coloridíssima mas cheia de turistas. Chega a ser um pouco triste, mas com algo de ridículo também. Bando de gente parando pra tirar foto sorrindo... Dançarinos fazendo barulho nos palcos improvisados, artistas expondo quadros (pedindo para não fotografá-los, coisa que só vi depois de muitas fotos), lojas de lembrancinhas e ímas coloridos cheias de gente com muitos parentes pra presentear...
Acho que o domingo não é tão domingo quando um monte de turista invade a rua.
ps. É dificílimo digitar nesse teclado porteño... mas que coisa essa língua sem til nem cedilha. Ah, que mentira, uma das coisas mais legais é ouvir as pessoas hablando ou percebê-las fazendo silêncio ouvindo a gente falando português...
Domingo é domingo em qualquer lugar... E aqui em La Boca não foi diferente. O sol não ajudou nossa caminhada até Caminito, mas nessa região a gente desejou que a solidão confortável de La Boca também estivesse lá: a região é coloridíssima mas cheia de turistas. Chega a ser um pouco triste, mas com algo de ridículo também. Bando de gente parando pra tirar foto sorrindo... Dançarinos fazendo barulho nos palcos improvisados, artistas expondo quadros (pedindo para não fotografá-los, coisa que só vi depois de muitas fotos), lojas de lembrancinhas e ímas coloridos cheias de gente com muitos parentes pra presentear...
Acho que o domingo não é tão domingo quando um monte de turista invade a rua.
ps. É dificílimo digitar nesse teclado porteño... mas que coisa essa língua sem til nem cedilha. Ah, que mentira, uma das coisas mais legais é ouvir as pessoas hablando ou percebê-las fazendo silêncio ouvindo a gente falando português...
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