terça-feira, 30 de dezembro de 2008

O dia em que os argentinos comeram nosso culo

Longe de mim falar mal de todos os argentinos do mundo e fazer uma generalização não só burra como idiota - e eu já disse que eles são lindos? Mas ontem eles forçaram a amizade.

A noite tinha começado muy bien num pub aqui perto, mas uma garçonete con la cabra acabou com tudo... Fazendo carão com la propina (também conhecida como gorjeta), e devolvendo 1 peso pra provocar. E ela ainda tinha sido elogiada, mas perdeu todos os pontos. E além disso, encontramos o Paulo Coelho (mentira, seu sósia) numa mesa atrás da nossa, e ele achou que só por ser um escritor famoso (que inclusive estava na sessão Inspiración no Ateneo) podia ficar encarando e comentando com a família toda a nossa mesa. Decidimos não ir mais em bares família friendly - a partir de agora, pode ser tudo friendly, mas colocou família no meio, rapamos fora!

Pra fechar com chave de ouro, tentamos arduamente ir pra outro club, e pegamos um táxi alegres e contentes. Metade da alegria foi embora quando demos com uma porta fechada. O taxista, um japonês muito simpático com voz de bonzinho do tipo nunca-vou-fazer-nada-contra-ninguém, quis nos levar pra mais duas outras. A gente já tinha desistido, mas ele insistiu mais... E acabamos pagando 90 pesos por uma volta por Buenos Aires mas sem parar em pub nenhum! Hijo de puta! Em alguns anos vamos lembrar disso e rir muito, mas agora se eu pudesse quebrava-o los dientes!

Vou agora fazer a defesa... Na segunda comemos num dos melhores restaurantes de Buenos Aires, em Puerto Madero. Descobrimos recentemente essa história de menu: pratos combinados especiais, com sobremesa e bebida incluídos, mais baratos mas igualmente saborosos. Comida boa, vinho bom (tô aprendendo a gostar), sobremesa boa. E a cereja no topo foi o garçom falando Belessa quando pagamos - sem exigir propina, o que só aumentou os pontos que ele tinha conseguido com a gente com a atenção que deu e por saber que calabaza é abóbora de onde viemos.

Também no bright side, está o hippie do Equador que me vendeu um anillo lindo explicando as diferenças nas pronúncias dos lls e que os argentinos são aceitos em qualquer lugar do mundo e por isso ele está ansioso pra finalmente conseguir a cidadania.

Por último, todo mundo que ri quando falamos uma palavra em espanhol que é totalmente diferente em espanhol, percebendo que somos brasileiros sem perder o bom humor. E todo mundo que fala bem alto e nos faz adorar o idioma. Pero... Eu já disse quão puta eu fiquei com o taxista?

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