Longe de mim falar mal de todos os argentinos do mundo e fazer uma generalização não só burra como idiota - e eu já disse que eles são lindos? Mas ontem eles forçaram a amizade.
A noite tinha começado muy bien num pub aqui perto, mas uma garçonete con la cabra acabou com tudo... Fazendo carão com la propina (também conhecida como gorjeta), e devolvendo 1 peso pra provocar. E ela ainda tinha sido elogiada, mas perdeu todos os pontos. E além disso, encontramos o Paulo Coelho (mentira, seu sósia) numa mesa atrás da nossa, e ele achou que só por ser um escritor famoso (que inclusive estava na sessão Inspiración no Ateneo) podia ficar encarando e comentando com a família toda a nossa mesa. Decidimos não ir mais em bares família friendly - a partir de agora, pode ser tudo friendly, mas colocou família no meio, rapamos fora!
Pra fechar com chave de ouro, tentamos arduamente ir pra outro club, e pegamos um táxi alegres e contentes. Metade da alegria foi embora quando demos com uma porta fechada. O taxista, um japonês muito simpático com voz de bonzinho do tipo nunca-vou-fazer-nada-contra-ninguém, quis nos levar pra mais duas outras. A gente já tinha desistido, mas ele insistiu mais... E acabamos pagando 90 pesos por uma volta por Buenos Aires mas sem parar em pub nenhum! Hijo de puta! Em alguns anos vamos lembrar disso e rir muito, mas agora se eu pudesse quebrava-o los dientes!
Vou agora fazer a defesa... Na segunda comemos num dos melhores restaurantes de Buenos Aires, em Puerto Madero. Descobrimos recentemente essa história de menu: pratos combinados especiais, com sobremesa e bebida incluídos, mais baratos mas igualmente saborosos. Comida boa, vinho bom (tô aprendendo a gostar), sobremesa boa. E a cereja no topo foi o garçom falando Belessa quando pagamos - sem exigir propina, o que só aumentou os pontos que ele tinha conseguido com a gente com a atenção que deu e por saber que calabaza é abóbora de onde viemos.
Também no bright side, está o hippie do Equador que me vendeu um anillo lindo explicando as diferenças nas pronúncias dos lls e que os argentinos são aceitos em qualquer lugar do mundo e por isso ele está ansioso pra finalmente conseguir a cidadania.
Por último, todo mundo que ri quando falamos uma palavra em espanhol que é totalmente diferente em espanhol, percebendo que somos brasileiros sem perder o bom humor. E todo mundo que fala bem alto e nos faz adorar o idioma. Pero... Eu já disse quão puta eu fiquei com o taxista?
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
sábado, 27 de dezembro de 2008
Primeiras aventuras em terras porteñas
Saímos de casa - eu e Gabi - às 17h. A tia da Gabi levou a gente, junto com a mae dela. Ficamos na fila do check in uns 50 minutos. O vôo sairia às 20h, mas só decolamos às 21h. Chegamos no aeroporto de Ezeiza (que é longe pra caramba!) por volta das 23h30. Os táxis para San Telmo sao um absurdo! Cobraram 90, veja bem, NOVENTA pesos até aqui. Resolvemos pagar, porque nao tínhamos escolha. Eis que o taxista abre o porta-malas: algumas ferramentas e um pano imundo, onde ele colocou nossas malas em cima...hahahaha. E isso nao era o pior.
Sentamos no banco e nos sentimos em Brumas de Avalon, quando uma névoa de poeira subiu. O carro fedia, achei que estava em Salvador. Antes de partirmos, o cara deu partida três vezes e nada daquela geringonça pegar.
Até aí, tudo bem. O nosso novo amigo argentino dirigia feito um destrambelhado, tanto que quase batemos DUAS vezes! Lembram que o aeroporto era longe, né? Fizemos o percurso em 15 minutos (isso que todos os táxis que queriam nos cobrar fortunas e dispensamos diziam que a distância era 40 km...). Depois dessa linda viagem emocionante no "carro da morte", finalmente chegamos ao Ayres Porteños.
O albergue é muito lindo, aquelas fotos nao mentiam. Tem um cheirinho gostoso também. Óbvio que fomos direto dormir assim que chegamos, afinal ontem eu viajei de Curitiba pra Sao Paulo e de Sao Paulo para cá. Acabamos de tomar café ao som de Ana Carolina (sim, a tiazinha do café parecia até fa, sabia todas as letras...hahaha) e agora vamos dar uma voltinha pelo bairro, para nao estragar os passeios que faremos quando o resto do pessoal chegar.
PS: Nao tem til nesse teclado, só em cima no ene - ñ.
Sentamos no banco e nos sentimos em Brumas de Avalon, quando uma névoa de poeira subiu. O carro fedia, achei que estava em Salvador. Antes de partirmos, o cara deu partida três vezes e nada daquela geringonça pegar.
Até aí, tudo bem. O nosso novo amigo argentino dirigia feito um destrambelhado, tanto que quase batemos DUAS vezes! Lembram que o aeroporto era longe, né? Fizemos o percurso em 15 minutos (isso que todos os táxis que queriam nos cobrar fortunas e dispensamos diziam que a distância era 40 km...). Depois dessa linda viagem emocionante no "carro da morte", finalmente chegamos ao Ayres Porteños.
O albergue é muito lindo, aquelas fotos nao mentiam. Tem um cheirinho gostoso também. Óbvio que fomos direto dormir assim que chegamos, afinal ontem eu viajei de Curitiba pra Sao Paulo e de Sao Paulo para cá. Acabamos de tomar café ao som de Ana Carolina (sim, a tiazinha do café parecia até fa, sabia todas as letras...hahaha) e agora vamos dar uma voltinha pelo bairro, para nao estragar os passeios que faremos quando o resto do pessoal chegar.
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